Hey mom, I’m sharing my files

27/12, 2005 12:00 por Fellipe

Música, filmes, jogos, aplicativos e sistemas operacionais: qual o futuro? Existe futuro?

Old School, HollywoodSim, futuro existe. Este futuro é incerto para quem produz, mas já está bem visível para quem consome. Tudo que pode ser convertido em formato digital (ou já nasceu na essência deste) pode ser trafegado livremente em uma via digital. Não existe nada que possa impedir, nem ninguém.

Não adianta barrar, a única coisa que pode ser feita é canalizar e ainda assim levar em conta que existem vias alternativas cada vez mais acessíveis.

O conteúdo digital está cada vez mais livre. Este caminho é natural, pois parte do princípio que todo ser humano é egoísta. Sendo egoísta por natureza, por que pagar por algo gratuito na rede? descartando fetiches por caixas de plástico com espelhinhos dentro.

Contudo, em meio a tanta gente se debatendo para tentar se proteger, a gravadora Trama libera de vez e apóia as iniciativas livres. Fazem bem. Este artigo foi inspirado na leitura de outro artigo no IDGNow. O link direto é http://idgnow.uol…0010. A melhor parte do artigo está aqui:

Filhos do MP3

Na contramão da ABPD, que representa as gigantes Warner, Sony BMG, Universal, Som Livre e EMI, está a ADMI, que faz uso das facilidades da internet para divulgar seus artistas.

Conforme explica João Marcelo Bôscoli, diretor da gravadora Trama, “as independentes se aproveitam desse novo método”, referindo-se ao formato digital. Para ele o MP3 é uma nova versão do single ou da música no rádio, pois ajuda a divulgar o artista e assim incentiva a compra do disco.

FC - Calma aê, era ilegal gravar música quando passava no rádio? Ou o fato de eu não saber exatamente qual será a primeira música no TOP20 anula a pena? Era proibido mesmo gravar filmes das TVs em VHS? Então TiVo é proibido! Só pode.

Só para ter uma idéia da lógica inovadora que a Trama propõe, veja que em 2003 foi realizada uma promoção para divulgar o disco da cantora Fernanda Porto que premiava usuários “flagrados” oferecendo a música da artista para que terceiros a baixassem. A blitz recompensava aqueles que distribuíssem o arquivo na web, algo abominado pela ABPD.

A Trama apóia o P2P e é contra qualquer tecnologia de DRM (Digital Rights Management), sigla que se refere aos sistemas digitais de gerenciamento de direitos autorais capazes de restringir o acesso e a possibilidade de se copiar um CD ou um arquivo de música digital em MP3 ou qualquer outro formato. “Não estou nem aí para a pirataria digital. Podem copiar quantas vezes quiserem”, afirma Bôscoli.

FC - DRM? O que é isso? Acho que o uso do Xine para ver vídeos me deixou por fora “dessas moda”. :D

Apesar de não ser adepto dos downloads de MP3 por ainda preferir comprar os discos, Bôscoli diz que o filesharing precisa ser respeitado pela indústria. “Não adianta proibir uma coisa que a humanidade inteira está usando”.

FC - Faça o que eu falo mas não façam o que eu faço. (???)

Valeu?

Este artigo foi publicado Tuesday, 27 de December de 2005 às 12:00 e foi categorizado como conceitual, bananal, Trackbacks. Você pode acompanhar os comentários deste post assinando o comment RSS (RSS 2.0 [?]). Você também pode comentar ou atrelar um trackback [?] daqui no seu site.

Um comentário para “Hey mom, I’m sharing my files”

  1. Gustavo falou assim:

    Legal a materia, incrivel pensar a q ponto chegaremos minimizando o tamnho de tudo, ja levamos nossos arquivos em nossos chaveiros, podemos leva-los em relogios ou em qualquer outro obejeto adaptado a função… a que ponto issu vai parar ?:P
    te amo
    beijus guh

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