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24/05, 2005 06:02 por Fellipe
Na lista do google ARQUHP surgiu uma dúvida sobre o uso do GMAIL. Aproveitando a deixa, resolvi
dar uma lida novamente em alguns artigos que haviam me chamado a atenção no passado e tinham a ver com a dúvida da lista.

Em um destes artigos, Steve Jobs dizia que o método de arquivarmos documentos em pastas era arcaico, ou seja, uma técnica herdada dos velhos escritórios e traduzida para os dias de hoje. Era necessário repensar o conceito e adaptá-lo da melhor forma possível, e foi fazendo isso que o pessoal do Google saiu na frente, incluindo essa filosofia no seu cliente de email, o GMail.
Só que seu funcionamento na prática é tão semelhante ao das pastas, que maioria das pessoas ainda não entendeu o que acontece com os arquivos quando eles estão dentro do GMail. Além do mais, considerando o uso das labels idêntico ao das pastas descartamos uma série de vantagens que estas “visões” (ou “views” para entendedores de SQL) podem proporcionar, então, abaixo segue uma explicação.
TUDO que recebemos vai para ALL MAIL. A única diferença entre o que está na inbox e o que não está é o rótulo INBOX atrelado ao email. Quando clicamos em ARCHIVE, o GMAIL simplesmente retira o label “inbox” deste mail.
O sistema em que o GMAIL funciona é o futuro das comuns “pastas” usadas em nossos habituais sistemas operacionais. O método de arquivar coisas em pastas separadas por assunto é herdado daquela filosofia “escritório” e nem sempre é eficiente, pois volta e meia acabam surgindo divergências. Antes nós seguíamos um fluxo: documento do tipo X, mês Y, dia Z, ano W em ordem alfabética… agora temos que arquivar coisas diversas demais, como músicas, fotos, vídeos, apresentações, programas, scripts, etc além de documento do tipo X. E observando este panorama arcaico, o pessoal do googleplex resolveu agir, criando uma
forma interessante de guardar as coisas…
Agora tudo encontra-se numa única pasta, a “TRUE PASTA” chamada ALL MAIL, e cada usuário do gmail tem uma ALL MAIL de 2224MB (hoje, 08:45). As labels não são pastas, são formas de visualizar grupos de arquivos definidos pelo usuário através do conjunto das ações dos filtros ou atribuições manuais.
A Inbox, Starred, Sent Mail, Spam, Trash e Drafts são labels fixas, ou seja, são perspectivas de visualização pré-definidas pelo pessoal do google, e os emails quase sempre estão em pelo menos alguma dessas categorias além de poderem estar em uma categoria personalizada, como “Facul”, “Webstandards”, “Shows”, etc.
Quando eu recebo um email com o nome “TESTE”, automaticamente o label (inbox) fica atrelado a ele. Então, este email passa pelos meus filtros, e supondo que nenhum filtro tenha alterado seu status incial e/ou adicionado outros status, o GMAIL me avisa que na INBOX (caixa de entrada) eu tenho um email novo. Abro, leio, e mando atribuir o label (Meus testes); depois clico em ARCHIVE, que simplesmente retira do email o label (inbox) deixando-o apenas com os labels pessoais, como o (Meus testes). A partir desta data, posso acessá-lo clicando no rótulo (Meus testes), procurando pela formzinha de procura ou vasculhando em
ALL MAIL.
Se eu não atrelasse o label personalizado, com certeza no futuro ficaria muito difícil de achar este email novamente caso houvesse a necessidade, e é justamente isso que acontece com as pastas… mesmo de forma organizada, com o passar do tempo diversas inconsistências começam a aparecer, forçando de mês em mês uma arrumação geral!
Este artigo foi publicado Tuesday, 24 de May de 2005 às 06:02 e foi categorizado como conceitual, bananal, inovação.
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