ruf space, techblog sobre webstandards e cotidiano web.
30/05, 2005 20:08 por Fellipe
Naquela típica tarde depois do almoço, deparo-me com o problema mais incômodo e cotidiano dos escritórios que trabalham com informática: falha no equipamento sem causa aparente. Qual dispositivo? Meu O.S. fez questão de chamar de apontador, e eu, de mouse. Sim, ele não estava funcionando. Reinicio, e naturalmente, não funciona. Peço para um colega abrir um chamado pro pessoal responsável imediatamente, para quem sabe, daqui uns três dias se eu tiver sorte eles ligarem no meu ramal para ver do que se trata
. Brincaderinha, são 2 dias!
Bem, como todos sabem, navegar é preciso. Não sou usuário assíduo do mouse como meus colegas de trabalho são, então, sei me virar com a tecla de controle, shift e alt, além do tab! Ó! que graça. Abro o Firefox e insipiro. Vamos lá! Página do Google logo de cara, e, estou com sorte! O foco está justo na caixa de texto. Hmmm, que tal acessar o GMail? Me sinto com sorte, então, Gmail na caixa de texto, 2 tabulações e 1 enter resolvem meu problema. E sorte novamente, o foco foi direto para o nome de usuário. Entro em meu e-mail e quase que no mesmo instante me arrependo de nunca ter ligado as funções de “atalhos pelo teclado” que o gmail oferece… mas e dai? Não saberia usá-los mesmo. Agora pessoal, chega de brincadeira, vamos aumentar o escopo da minha historinha.
É praticamente impossível navegar em muitos sites da web simplesmente por não ser possível acessar determinadas partes do conteúdo sem usar o mouse ou um dispositivo semalhante, e isso não se restringe a páginas mau projetadas, corresponde a aquelas que usam flash e/ou scripts sofisticados demais, que exigem os eventos só desencadeados pelo mouse, como o onmouseover e assim por diante. Imaginem só, um cara, 13:25 tentando acessar o seu blog para dar uma opinião muito relevante e não conseguindo simplesmente por que ele está com o mouse quebrado!? Ruim não? Agora, imagine toda a gama de dispositivos no nosso futuro próximo que não terão o auxílio de apontadores para navegar em nossos sites - e pior - nos sites de nossos clientes. Se a palavra futuro fez parecer essa realidade distante, pense em todos Nokia/Motorola/LG/Samsung que você já viu na mão daquele sujeito acessando seu respectivo banco-virtual. E não somente neles, pense naqueles que simplesmente não podem apontar para uma determinada coordenada na tela.
Criar websites sem pensar nessa possibilidade é pensar de forma antiquada e exlcuir eventuais visitantes. Você nunca deve pensar que o seu site é para um celular o que um outdoor é para uma pessoa cega, ou seja, irrelevante. A internet está ai para universalizar o conteúdo, e por isso devemos pensar nessas possibilidades todos os dias e sempre aprimorar nossas formas de construção.
Se você é webdesigner e/ou criador de interfaces, comece a pensar nisso, e se você for usuário, exija isso dos sites! Todos temos direto de navegar.
Este artigo foi publicado Monday, 30 de May de 2005 às 20:08 e foi categorizado como conceitual, bananal.
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