ruf space, techblog sobre webstandards e cotidiano web.
10/08, 2005 12:00 por Fellipe
Afinal, por quê precisamos correr atrás de um padrão para compartilhar nossas idéias e trabalhos?
Pode parecer bobagem, mas o padrão, quando aplicado à um meio de comunicação qualquer, funciona como uma linguagem própria, e neste caso específico (internet) para a comunicação entre sistemas com outros sistemas, e pessoas com outras pessoas.
Os padrões, aplicados à estrutura de um website, permitem que sistemas circulantes (robôs) poderão entender e assimilar o conteúdo do mesmo, cruzando-o com outros dados para obter informações sobre determinado assunto. Um código não legível restringe a visão destes sistemas e conseqüentemente o conteúdo não poderá ser dissecado, quanto menos distribuído.
Sim, me refiro aos sites de busca e agregadores de notícias. No mundo perfeito, não seria necessário criar meios diferentes para a distribuição de conteúdo, como acontece com o ATOM e o RSS, descartando o próprio fonte XHTML como um meio padrão. Infelizmente, os padrões não estão avançados o suficiente para permitir tal integração, mas rumam para este caminho.
Manter um código padronizado também ajuda outros programadores na expansão ou continuação de um trabalho. Todo este universo baseia-se no conceito ML, ou Markup Language.
A ML é uma forma de contextualizar um dado, e o conjunto de contextualizações dá cara a quase tudo: uma página Web, um modelo de banco de dados, uma interface de aplicativo e até, por que não, uma receita médica (afinal, pouuuuuts grilo, letra de médico é um caos).
Além dos padrões técnicos, existem também os padrões visuais, e tratando-se de web, toda a página necessita ter algumas âncoras para o usuário poder se identificar.
Não pode faltar um menu legível. Não pode faltar um logo (ou uma marca), não pode faltar um rodapé e não pode faltar o conteúdo. Digamos que estes elementos sejam premissas para qualquer página, e que no mínimo eles devam ser auto-explicativos.
Este artigo foi publicado Wednesday, 10 de August de 2005 às 12:00 e foi categorizado como webstandards, conceitual.
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