ruf space, techblog sobre webstandards e cotidiano web.
02/01, 2006 10:10 por Fellipe
Wau, quê que eles tem a ver? Tudo! Absolutamente.

Estamos chegando a maturidade das formas de conexão com a internet: o advento do sem-fio. Conforme algumas fontes confiáveis (2006 verá o advento do WiMAX, Entenda como funciona a tecnologia do WiMAX) 2006 será o ano em que nós, humildes brasileiros, conheceremos o WiMAX, evolução do impopular Wi-Fi. Isso ainda vai dar muito o que falar.
Para quem está perdido, é simples se localizar. Comunicação, ok? Primeiro o telefone, e então, a voz. Depois o Fax, então, dados. Se dados + computador (+modem)
então BBS, e pouco tempo depois, Internet (tudo através da linha telefônica). Após mais um tempo, linhas telefônicas digitais, então, ISDN, ADSL, etc… (ainda na mesma linha telefônica, ou concorrência, a cabo). Paralelamente, rede de celulares evoluindo e tráfego de dados em movimento finalmente viável (além da voz). Então, Wi-Fi fica famoso, mas ele é focado em transmissão de grandes massas de dados (virtualmente 54mbps, na prática 11). Desktops, laptops, palmtops, smartphones e outros enxergam isso. Contudo, existem zilhares de limitações físicas, como a distância e interferência. Para entrar em uma rede Wi-Fi precisamos ir a um hotspot (o Frans Café perto da minha casa é), e com certeza não levaria meu desktop pra lá. Cartada final: WiMAX [?]. Raio de 50km a 75mbps. Quem entra no jogo: tudo que pode conectar-se. Conectar a quê? Internet. Tudo, envolve dispositivos portáteis, logo, displays pequenos (320×120, média) e então, o terror: conteúdo web distorcido…
Será? Precisa ser assim? (acho que não)
Talvez, toda movimentação internética para empurrar e engolir webstandards (e seu derivados) só existe por conta da necessidade de múltiplas visualizações do mesmo conteúdo, já que poderemos acessar os mesmos sites com dispositivos de entrada e saída de dados totalmente diferentes. Para tornar mais palpável esta realidade, veja:
Talvez, por haver tanta diferença entre os dispositivos de entrada e saída, faz-se necessário a padronização do meio. Deve-se dar um nível de prioridade alto para tal padronização. Segundo estatísticas, até 2010 milhares de nós poderemos nos aproveitar da mobilidade prometida. Se me falassem isso a 3 ou 4 anos atrás, era capaz de eu duvidar… só que agora eu me pergunto: Conheço alguém que ainda não tenha celular?
Existem sites hoje em dia que mal funcionam em meu Firefox, imagine em um dispositivo portátil. Imagine a SALADA que será quando os Designers radicais perceberem que precisarão criar designs para diferentes tipos de dispositivos?! Um mesmo site poderá ter 3 faces. Se tudo isso não for muito bem administrado, eu tenho até medo do que pode surgir por aí. Voltaremos a era do “AppName”, onde um Javascript sem vergonha detectava o browser do fulano e fazia redirecionamento.
Diversas vezes uma mensagem aparecia: você não possui os requisitos mínimos para visualizar este site. Neandertais!
Falta de conhecimento gera sofrimento. A pseudo-diagramação que maior parte dos Designers fazem quando criam páginas para web vai comprometer toda uma geração. Sinto muito, mas todos que trabalham ou trabalharão com desenvolvimento para web precisarão saber de código sim. E digo mais, não é pouca coisa.
É neste ponto da discussão que entram os webstandards. A cultura que ainda está sendo absorvida por grande parte da população que desenvolve sítios para a web está sendo muito bem aceita e difundida. Fóruns, listas e mais listas, blogs, portais e até empresas estão divulgando e incentivando o uso da nova
metodologia. Tudo isso, para o futuro móvel e democrático que se aproxima.
Tem muita coisa para se preparar nessa convergência. Consegui juntar alguns pontos críticos que IMHO são decisivos.
firulação.
Existe muito mais coisa a falar sobre o entrelaçamento destas duas realidades que crescem muito a cada hora que passa, mas, só poderemos observar o real efeito moral deste panorama quando ele estiver acontecendo. Dentro de 5 anos, em média, torço para que tudo isso seja uma realidade latente no bolso de milhares de brasileiros. Vamos ficar atentos aos novos modismos que poderão surgir antes que outros países o façam por nós. Não é difícil criar este vínculo, pegue duas palavras-chave e misture-as: PodCast + WiMAX, MoBlog + PodCast, etc.
update - Com tanta sigla e tecnologia não é fácil engolir tudo que aparece. WiMAX, ou Worldwide Interoperability for Microwave Access, é uma tecnologia que promove conexões sem-fio entre dispositivos que possam sintonizar sua frequência. Esta conexão permitem que um dispositivo qualquer acesse a internet, por exemplo.
Seu raio de abrangência não é tão grande quanto as conexões via satélite mas também não é tão restrito quanto conexões via Wi-Fi (que só funcionam dentro de casas ou escritórios), contudo, é mais rápido que ambas. A infra-estrutura para garantir uma rede WiMAX não é muito diferente do esquema de celular: precisamos de uma central e torres espalhadas estrategicamente. Nós, usuários, deveremos no futuro comprar dispositivos que conectem-se na rede WiMAX para poder navegar. No caso dos portáteis, isso deverá vir de fábrica, e no caso dos PCs, uma pequena plaquinha PCI (ou até mesmo um dispositivo USB) podem resolver a parada.
Se está claro, continue lendo.
Bom ano novo a todos! Vamos começar 2006 mandando bala!!!
Este artigo foi publicado Monday, 02 de January de 2006 às 10:10 e foi categorizado como webstandards, conceitual, inovação.
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02 de January, 2006 às 18:55
Excelente matéria. Parabéns.
E duplo parabéns, porque hoje é seu aniversário! rs
Abração!
02 de January, 2006 às 21:21
Quero ter WiMAX também.
Excelente artigo, parabéns.
Feliz aniversário. =)
03 de January, 2006 às 09:56
Muito bom o material! Parabéns!
03 de January, 2006 às 17:38
Acompanho sempre q posso o seus artigos, gosto mto da maneira simples como vc escreve, ajuda mto no entendimento de certos assuntos q tenho menos conhecimento!
Parabéns por artigos de excelente qualidade como esse!
;o*
05 de January, 2006 às 14:41
[…] O Webinsider é um formador de opiniões de chefes. Isso é fato e já vi isso acontecer bastante. Quando eles lançam artigos apoiando o uso de software livre e democratização da web eu fico sossegado, mas confesso que sempre que meu Bloglines acusa uma notícia nova no Webinsider, fico inseguro. Muitas vezes eles falam besteiras cabulosas ou incentivam o uso de ferramentas proprietárias que “só por Deus”. Esta matéria foi o caso, e como eu estava falando sobre portáteis acessando internet no artigo passado, este assunto tornou-se muito relevante. Gostei da matéria do Diego no Tableless sobre portáteis também, é bom ler e formar uma opinião anti-Webinsiderzista. […]
09 de April, 2008 às 17:01
wimax e web